A História das Trapistas

Referência na cultura belga, atualmente ouve-se muito sobre a tradição milenar das Cervejas de Abadia e Trapistas e nesse texto falaremos um pouco sobre elas.

Ordens religiosas têm fabricado cerveja na Europa desde a Idade Média. A fabricação de cervejas era parte dos trabalhos diários dos monges e padres nos mosteiros e abadias medievais. Boa parte dessas instituições foram destruídas mas mesmo assim ainda restam muitos registros dessas atividades que foram fonte de sustento para eles e todo o entorno do mosteiro.

Como cultivavam os ingredientes, eles mesmo fabricavam o produto, que era isento de impostos. Parte do excedente era oferecida gratuitamente aos andarilhos e peregrinos que buscavam essas instituições. As abadias e mosteiros tiveram grande importância na manutenção e difusão da cultura cervejeira, só na Alemanha medieval eram quase 500 mosteiros-cervejarias.

Sendo um produto pensado para o consumo durante a época do jejum – quaresma, foi só em Em 1662, que o Papa Alexandre VII aprovou a ingestão de bebidas pelos penitentes, decretando que o líquido não quebrava o protocolo. Já o vinho não foi incluído nessa lista e isso aproximou ainda mais a cerveja e os religiosos católicos.

Por questões históricas, briga pelo poder e divergências com Vaticano, houve dificuldades na vida monástica e escassez de monges, diminuindo o número de abadias existentes. Mas isso não foi suficiente para findar a tradição cervejeira nos mosteiros que, com o tempo, foi adquirindo ainda mais importância e cuidados em manter a tradição. Para isso, surgiu a Ordem Trapista, que é um grupo em particular que conservou a tradição de produzir excelentes cervejas. Eles passam toda a vida no mesmo mosteiro e seguem a regra de ‘orar e trabalhar’.

O termo trapista deriva do mosteiro de Notre-Dame de La Trappe, na Normandia. Os mosteiros trapistas são conhecidos por seus produtos como pães, biscoitos, queijos e cerveja, produzida tanto para o consumo dos monges, quanto para venda. São aproximadamente 171 mosteiros trapistas, mas só 12 produzem cervejas que são certificadas e autorizadas a utilizar o selo autêntico.

A Association Internacionale Trappist (AIT) foi criada para proteger e apoiar os mosteiros trapistas. Então para ser uma autêntica cerveja trapista, ela precisa seguir alguns critérios como: a) ser produzida dentro do mosteiro 2) sob a supervisão dos monges 3) aplicar a maior parte do rendimento em subsistência e iniciativas sociais 4) não ter fins lucrativos 5) eterna supervisão da qualidade mantendo a tradição.

Atualmente, os doze mosteiros são: Achel, Chimay, Orval, Rochefort, Westmalle, Westvleteren (todos na Bélgica), La Trappe e Zundert (Holanda), Engelszell (Áustria), Mont des Cats (França), Spencer (EUA) e Abadia Tre Fontaine (Itália).

Dentre os estilos, os mais comuns são: blond ale, belgian Strong Golden/dark ale, dubbel, quadrupel, tripel, entre outros.

Entretanto, diversos outros mosteiros também produzem cervejas. Cervejarias seculares que muitas vezes utilizam o mesmo processo Trapista, sob a licença dos monastérios ou sob a supervisão de monges dentro de mosteiros religiosos, mas não podem usar o nome “Trapista” e são chamadas “Cervejas de Abadia”.

A designação cerveja de abadia tem sido usada por cervejarias que apenas seguem suas receitas, sem qualquer vínculo com a instituição original, ou também para a oportunidade de explorar o apelo de marketing, ressaltando a histórica relação da bebida com a religião.

Calcula-se que são mais de 200 mosteiros que produzem ou licenciam marcas ou receitas de abadia, só na Bélgica são mais de 70!

Agora que você aprendeu toda a História, vamos para a prática? Confira essa seleção especial que preparamos para a nossa loja!

Chimay  

La Trappe

Westmalle

Rochefort

Orval

Saúde!

leia mais:

http://www.oclubedacerveja.com.br/2017/07/06/as-novas-trapistas/

As Cervejas Trapistas


http://www.oclubedacerveja.com.br/2017/07/06/cervejas-de-abadia-conheca-a-tradicao-dos-monges/

 

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