Ententendo e diferenciando as cores das cervejas

Um dos pontos que mais atiça a curiosidade dos apreciadores de cerveja refere-se às diferentes colorações da bebida. Inclusive, um dos maiores mitos de todos os tempos é falar que quanto mais escuro é o líquido, mais álcool ele contém.

Apesar de acontecer com certa frequência, a cor da cerveja não pode ser diretamente relacionada ao seu teor alcoólico. A Guinness, por exemplo, é preta e apresenta somente 4,2% de álcool.

Portanto, a coloração da bebida fermentada mais antiga do mundo é um fator diretamente relacionado ao malte, que é torrado em diferentes intensidades para atingir o grau de tosta ideal para determinado estilo ou sabor.

Processo

Tudo começa com o malteiro que escolhe os cereais – cevada, trigo e centeio, principalmente – para a fabricação do malte cervejeiro. Após serem limpos, os grãos são colocados alternadamente em contato com a água e o ar, possibilitando a sua umidificação e consecutiva germinação.

Feito isso, o malte verde é obtido para, então, ser seco ou torrado. É na etapa de secagem que pigmentos corantes – como as melanoidinas – são formados por meio da Reação de Maillard, um processo químico que ocorre entre aminoácidos e açúcares quando aquecidos.

Controlando a temperatura do forno, o malteiro define a cor dos grãos que, por consequência, darão a tonalidade final da cerveja. O malte para cervejas claras deve ser secado em torno de 80 a 100°C; já a temperatura ideal para os maltes escuros varia bastante, podendo atingir mais de 200°C.

Por fim, as radículas dos grãos são eliminadas, o pó é retirado e, então, o malte pode ser armazenado e enviado às cervejarias. A próxima etapa fica por conta do cervejeiro, que escolhe os maltes nas proporções que deseja para cada estilo de cerveja.

Os adjuntos, conhecidos também por cereais não malteados, como o arroz e o milho, não interferem significativamente na tonalidade da bebida. Porém, a cevada não malteada, que também é um adjunto, contribui para este fator tanto quanto o malte tipo Pilsen, que dá a coloração para as cervejas deste estilo.

Vale lembrar que a maltaria é composta por procedimentos naturais pautados unicamente pelo controle da umidade, da temperatura e da aeração.

Cervejas Frutadas

Como em toda regra aqui também há exceções. As cervejas frutadas (Fruit Beers e Fruit Lambics), por exemplo, muitas vezes exibem a cor majoritária do seu componente mais característico. Neste caso, não é o malte o ingrediente mais significativo para a tonalidade final da bebida. Leia mais sobre a família Lambic.

Que tal praticar? Vamos direto para loja escolher aquela cor encantadora!!

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