Mudança de hábitos em um mercado cada dia mais promissor

“Tá vendo aquela cerveja ali? Pela cor é uma Ale inglesa que é mais amarguinha de sabor!”. “Você conhece esta cerveja? Um amigo me indicou e gostei bastante. É feita com rapadura e é muito gostosa!”. “Garçom, capricha na espuma dessa cerveja de trigo. Aprendi que para tomar essas cervejas a espuma é fundamental!”.

 

Há não muito tempo parecia ser impossível ver brasileiros conhecendo os sabores e as características das cervejas especiais. Mas, para nossa alegria, a cada dia que passa mais e mais degustadores surgem e começam a acirrar a disputa entre marcas, bares e até mesmo supermercados que precisam ter sempre mais e melhores opções para seus clientes.

 

Em números de 2013, constatou-se que um quarto dos brasileiros das classes A e B estavam bebendo cervejas de marcas internacionais. E as cervejas premium já são a preferência de 26% dos jovens de 18 a 24 anos e 23% entre os adultos de 25 a 34 anos. Há, é claro, do outro lado dessa linha, mostras de que para os consumidores com um pouco mais de idade essas novidades ainda não fazem parte do seu dia a dia. Basta sabermos que os consumidores entre 35 a 44 anos correspondem a 13% do mercado, entre 45 a 54 anos são 12% e para os que têm mais de 55 anos o montante é de 7%. Sabemos também que números são frios, mas é muito bom vermos que os novos consumidores são jovens e que podem ser os principais elementos para que esse mercado cresça ainda mais no nosso país. Esperamos que a passos largos!

 

Não se trata de querer ver que as grandes marcas percam espaço, mas que mais pessoas possam ser convidadas a participar desse mercado que seguramente conta com sabores que agradam a todos os gostos. Basta que esse sabor certo seja oferecido ao seu consumidor. Afinal, não é possível que em meio a pelo menos 120 estilos de cervejas pelo mundo não haja ao menos um que agrade ao paladar do seu amigo, do seu avô, da sua namorada, da sua mãe…

 

Nos últimos 10 anos, a produção de cerveja no Brasil cresceu nada mais nada menos do que 64%. O salto aumentou de 8,2 bilhões para 13,4 bilhões litros produzidos por ano (como apontam dados do Sicobe – Sistema de Controle de Produção de Bebidas da Receita Federal). Esse número coloca o país em 3º lugar entre os produtores do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos e China).

 

O Brasil conta com mais de 230 cervejarias e mais de 1000 tipos de cervejas registrados. Mas, como a burocracia e os entraves legais impedem que tenhamos mais cervejarias “legalizadas”, é bem possível que esse número seja ainda maior com as “cervejarias de garagem”.

 

No nosso país, inclusive, surgem a cada dia grandes novidades. O que se evidencia com a plural variedade de sabores cervejeiros neste país dos multi-sabores gastronômicos, da multiplicidade sonora e das várias etnias que por aqui se estabeleceram. Essa mistura toda não podia nos desapontar quando o assunto são as cervejas.

 

Sabemos que ainda há um longo caminho pela frente. Os preços das cervejas, o desconhecimento sobre as diferenças de sabores e a resistência em provar o novo, são grandes adversários. Mas nada que possa nos tirar a esperança de que a curto prazo mais pessoas estejam conectadas pelo mundo cervejeiro.

 

Como incentivo podemos saber que segundo disse Luiz Vicente Mendes (diretor comercial da feira de Belo Horizonte Brasil Bier) em matéria publicada pelo Portal Terra, “as microcervejarias estão crescendo a uma taxa de 20% ao ano, enquanto os beer pubs crescem cerca de 30%”. Já as projeções da Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) apontam para que esse mercado tenha expansão de 13% nos próximos 10 anos.

 

Mas não acreditamos que celebrar esse momento de crescimento deve ser apenas analisando números. O fato mais importante a ser notado é que o estímulo à cultura cervejeira no Brasil é uma realidade e o país já está em um “caminho sem volta” nesse segmento.

 

Paulatinamente o povo brasileiro vai sendo seduzido pelas gondolas de supermercados repletas de opções, vai ficando interessado ao ver os amigos postarem fotos de suas degustações do final de semana das “cervejas diferentes”, vai começando a se perguntar sobre o motivo de tanta gente começar a gostar dessa novidade… O próprio Neil Taylor, diretor internacional da BrewDog já disse que “os brasileiros querem uma cerveja melhor”.

 

Por isso, amigos leitores, saibam que vocês têm um papel importantíssimo nesse processo. Incentive e mostre para mais pessoas a provarem novos sabores de cerveja. Afinal, nessa “missão” todos saem ganhando!

 

Fontes: mundodapesquisa.net, G1, Terra, EL HOMBRE, UniCesumar
Por Renan Geishofer

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