Análise sensorial: Decifrando a sua cerveja

Não, uma análise sensorial não precisa ser a parte chata e nem difícil de uma degustação de cerveja. Muito pelo contrário: por permitir que você entenda o que está bebendo, ela torna a experiência de consumo muito mais prazerosa. Por isso, preparamos no post de hoje preciosas dicas pra te ajudar a decifrar sem complicação a sua cerveja.

“A análise sensorial é uma ciência que utiliza os sentidos humanos (visão, olfato, tato, paladar, audição), para avaliar as características ou atributos de um produto.” Numa degustação, ela nos permite identificar todas as características da bebida. E é a combinação destas características que define, afinal, qual é o estilo daquela cerveja.

Antes de começar, algumas recomendações:

  • confira se os seus copos estão limpos – gordura, óleos e sujeira em geral interferem na espuma, aroma e sabor da cerveja
  • prefira um ambiente sem muito barulho e livre de aromas – fica mais fácil quando todos os seus sentidos estão voltados para a cerveja
  • não sirva a temperaturas muito baixas – as características ficam menos perceptíveis numa cerveja muito gelada

E a recomendação mais importante de todas: divirta-se! A idéia é que você encontre uma nova maneira de apreciar a sua cerveja, portanto não se irrite se tiver alguma dificuldade ao analisar as características da bebida.

APARÊNCIA (VISÃO)

De maneira simples, tente analisar primeiro se a cerveja é transparente ou túrbida. Depois, defina sua cor. Tente ser ao menos um pouco específico, ampliando seu vocabulário: amarelo-palha, amarelo, dourado, âmbar, cobre, castanho, marrom, preto.  Legal lembrar que o malte é o principal responsável pela cor da cerveja: o uso de maltes mais torrados resultam em cervejas mais escuras.

Na aparência também analisamos a espuma: se ela tem boa formação e boa estabilidade. Uma boa espuma deve ter bolhas pequenas, uniformes, e ser estável (não sumir rapidamente).

 

AROMA (OLFATO)

Ok, chegou a parte em que a maioria das pessoas se atrapalha. Sem stress! Para reconhecer diversos aromas, é necessário referência e treino – por isso a tarefa realmente não é das mais fáceis. Mas para começar, tente identificar o aroma entre as principais possibilidades: frutado, cítrico, floral, herbal, terroso, cereal, caramelo, café, chocolate. Quando se sentir mais confiante, tente ser mais específico identificando, por exemplo, o tipo de fruta (Maçã? Banana? Abacaxi?  Manga?).

 

SABOR (PALADAR)

Em geral, analisamos as notas daquela cerveja, usando as mesmas referências do aroma: cítricas, florais, herbais, terrosas, de cereal, de caramelo, de café, de chocolate.

Com o paladar também podemos observar outras 2 importantes características de uma cerveja: o álcool e a carbonatação. Quanto mais treino, mais referência você terá para comparar cervejas e definir o teor alcoólico como baixo, médio ou alto (simples assim).  Assim como a carbonatação, que também pode ser alta, média ou baixa.

 

CORPO (TATO)

O corpo da cerveja é, basicamente, a sensação de peso que a cerveja tem quando em contato com nossa boca (tato). Tem a ver também com com a textura e viscosidade. Pra te dar um parâmetro: as cervejas de trigo tem corpo alto (também podemos falar corpo elevado), enquanto uma Witbier tem corpo de baixo a médio. Com treino e comparação vai ficando cada vez mais fácil conseguir definir o corpo de uma cerveja.

 

BRINDE (AUDIÇÃO)

Dizem que o brinde surgiu para completar a análise sensorial com os 5 sentidos, adicionado a audição (esta é apenas uma das histórias do surgimento do brinde). E faz todo o sentido finalizar uma análise sensorial com um belo brinde, né?

 

Tim-tim!

Por Gisele Russano

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