O encontro de duas escolas: Belgian IPA

belgian ipa

Falando de uma das estrelas do mês de julho, e de mais uma exclusividade para associados do CluBeer, a La Sorciere (A Feiticeira), presente nos kits Gambrinus e Hapi, é uma receita sazonal da Urbana Cervejaria, ela é uma belgian IPA feita em homenagem à vizinha ligada em bruxaria- com direito a gato preto e  terreiro de práticas religiosas. Feita somente uma vez por ano, neste ela será somente do clube e na versão em garrafa! O rótulo é um carinho à parte que produzimos com eles, para que você tenha um produto só seu, tanto por dentro quanto por fora!

Para falar mais dela, vamos explorar a história das três letrinhas preferidas de muitos amantes de cervejas: IPA! Estilo criado na Inglaterra , por volta do século XVIII, para possibilitar o envio de cerveja às tropas britânicas na India – daí o nome India Pale Ale. Na época, as cervejas mais populares eram as Porters, inclusive muito mais resistentes à viagem. Mas as IPAs ganharam popularidade no Reino Unido até a primeira grande guerra, quando as Ales foram altamente taxadas, o Governo fez isso com o objetivo de, além de arrecadar, incentivar o consumo das Lagers, mais baratas e menos alcóolicas. Por quase 60 anos as Pale Lagers reinaram, até que, no final da década de 70, um grupo de consumidores revoltados com o desaparecimento dos verdadeiros estilos britânicos criou o CAMRA – Campaign for Real Ale. Movimento que em pouco tempo, garantiu o resgate das receitas históricas e da cultura dos legítimos pubs britânicos. Assim como diversos outros estilos, o India Pale Ale estava de volta!

O lúpulo mesmo, apareceu nas décadas de 80 e 90, quando cervejeiros inovadores reinventaram o estilo! Falamos de lúpulos americanos, que trouxeram potência no aroma, amargor, sensações cítricas e resinosas que só uma American IPA pode oferecer. Junto com ela, suas variações: English, Imperial, Black, Brett, White, Session, East Coast… e a nossa estrela do mês: Belgian IPA! Estilo caracterizado por intensidade, amargor e picância, resultado da combinação do aroma dos lúpulos americanos + ésteres frutais +  picância das leveduras belgas.

Estilo popular nos EUA e Bélgica, marca o encontro das duas escolas. Falamos de Belgian IPA tanto em uma receita de american IPA que utiliza leveduras belgas (de blond, saison ou tripel) quanto de uma belgian ale (blond, saison ou tripel) que leva lúpulos americanos.

A La Sorciere é uma cerveja clássica do estilo belgian IPA: no aroma e sabor, notas importantes de frutas amarelas, brancas, condimentos picantes, especiarias, e fermento, além do amargor médio e persistente que cresce no aftertaste. Na receita, foram usados os lúpulos Warrior, Summit e Sorachi Ace.  O álcool é médio, porém oferece uma importante sensação de aquecimento.

Para acompanhar, polenta de ragu de raquete. A picância do prato é intensificada pelo amargor, além do dulçor da polenta combinar por semelhança com as notas frutadas e de malte da cerveja. Podemos dizer que é quase uma poção mágica!

Para que possa criar sua própria feitiçaria, prepare seu caldeirão, coloque a La Sorciere pra gelar e estará pronto o encanto:

Polenta de ragu de raquete

Ingredientes

Polenta

1,8 litro de água (mais, se necessário);

40 g de manteiga sem sal;

1 colher (sopa) de sal;

400 g de sêmola de milho (fubá não muito fino).

Ragu de raquete

75 g de bacon picado em cubinhos;

50 ml de azeite de oliva;

750 g de raquete, sem gordura, cortada “na ponta da faca” (cubinhos bem pequenos);

1 cebola média bem picada;

1 talo de salsão picado;

1 cenoura média picada;

1 dente de alho amassado;

50 ml de vinho tinto seco;

1 raminho de tomilho;

500 ml de caldo de carne;

2 latas de tomate pelado picado, com o suco;

100 ml de leite integral;

sal e pimenta-do-reino a gosto.

Modo de fazer

Polenta

1 Em uma panela grande, coloque a água para ferver e adicione o sal e a manteiga. Logo que ferver, acrescente o fubá aos poucos, mexendo sem parar para que não empelote. O ideal é que a polenta cozinhe por 30-40 minutos em fogo baixo. Mexa constantemente e prove: ela pode ter aspecto de cozida, mas se o sabor tiver um final amargo é sinal de que se deve cozinhar mais um pouco.

2 Quando pronta e ainda cremosa, despeje em uma travessa ou em pratos individuais. Reserve.

Ragu de raquete

1 Em uma panela, aqueça metade do azeite e coloque o bacon. Deixe dourar brevemente. Retire com uma escumadeira e reserve. Na gordura que sobrou, refogue bem a carne, aos poucos, até que o líquido formado seque e ela comece a dourar. Retire do fogo e reserve.

2  Na mesma panela, sem lavar, junte o restante do azeite e salteie o alho e a cebola em fogo médio. Acrescente a cenoura e o salsão. Deixe murchar um pouco.

3 Coloque o bacon e a carne de volta e aumente o fogo. Deixe cozinhar por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando. Acrescente o vinho e deixe evaporar. Em seguida, acrescente o caldo de carne, o tomate pelado e o tomilho. Diminua o fogo e tampe a panela. Depois de 45 minutos de cozimento, vá acrescentando o leite às colheradas, a cada 10 minutos. Misture bem após cada adição.

4 Quando a carne estiver quase cozida (cerca de 1 hora e meia, ou quando a carne estiver bem macia), tempere com sal e pimenta-do-reino. Continue cozinhando até que o ragu fique comum caldo espesso e bem cremoso. Sirva em seguida sobre a polenta.

Saúde! E viva a magia da harmonização!

Fonte:

O Contador de Cervejas

http://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Comida

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